Ser louco é apaixonante, é despertar o intimo, é ser você nas brechas incontidas, nos seus pensamentos mais absurdos, os que encomodam, que
regulam e que quando você a encontra solta-se, vivem, por mais estúpidas que sejam as sensações. Quando sentir a loucura
chegar não traga camisa de força pra ela. O que te falo não é do lado perverso, do instinto de maldade e desamor que assola o mundo e traz tanta crueldade, é um encontro, paradoxoalmente com a loucura sensata, aquela
que permite você ser você, numa felicidade tão leviana e inocente ao ponto de ser perdoada.
Chega uma hora na vida que é preciso retirar alguns disfarces, trocar
certas fantasias que não trazem mais empolgação, nem alivio para um ego apenas massageado, momentaneamente disperso nas ilusões perdidas do passado,
O cansaço final do pouco, do contentar-se em lhe dá com aquilo que não
se busca, mas que por afeto, pela cegueira na qual nos dispomos,
deixamos ser cada vez mais vazios, quando achamos estarmos
preenchidos. São migalhas de um amor próprio flagelado, disposto apenas a permitir, e nada exigir.
Quem estar de fora da situação sempre enxerga melhor o caos. Mas, do
que adianta conselhos? Amanhã você vai fazer tudo de novo, acreditando
nas promessas de melhoras que não passam de dias, e,
quando passam, tem sempre um cinismo, uma maneira de querer-se mostrar por cima. E você a mercê da boa vontade.
Canse. Troque a fantasia, mude a cena, os personagens, todos os adornos que te fazem ser ( sem meismo perceber) essa pessoa mal amada,
dilacerada por situações que você não merece, torne apurado os cinco sentidos ( e todos os outros ) que há em você!
Aperfeiçoe a sua capacidade de atrair o bom, ame-se. Sinta-se a vontade com o mundo que você vive.
Permita SER, e não apenas ESTAR.
Quando descobri que já era tarde, muito tarde, e que toda a fadiga era resultado de vários desgastes emocionais ( indesejáveis, mas permitivos ).
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