Eu sinto tanto, tanto amar, tanto pesar, sinto chorar, me dói sentir e de tanto sentir
me dói. Doer pra quê? Por onde ir, nem sei se vou seguir, é um misto de compaixão, tanta mácula no coração,
medo, desejo e uma brisa de emoção. No meu mundo algo distante, muito distante aparece, não quero ver o que acontece,
dizem por ai que há uma palavra dificil a se tocar o coração, falam por ai que é a tal da razão. E não era como tal, esse lado racional,
comedido, destemido, impermeável, voraz, quanta atrocidade nesse mundo sem coragem, viver nunca foi banal.
Mas não adianta, isso me consome, é inevitavel, não consigo pensar, é um impulso neural, algo pra lá de sentimental, emoção, real. É o ar esse mundo
contemporâneo, o avanço, evolução, mas nada disso cala meu pranto. O coração ainda clama, há um céu em chamas, mesmo em brasa, esquenta, acalma, purifica, embriaga. Quanta oscilação.
Mas não quero o mundo, fujo da realidade, minha vida é só saudade,
meu corpo é só coração, batimentos, sensações, sentidos em imensidão, vivo na ilusão. Acalma coração, não é hora, as tuas feridas
ainda choram, querem calma, complacência, preciso de paciência. Não, eu não quero, quero entrar de cabeça na minha vida, viver uma paixão, arrastar minha alma, um misto de poesia e canção.
Mas como querer, se isso não coexiste com o meu poder, há um sentido mais amplo, planos, sonhos, desejos, encantos, uma vida nova, uma nova vida, cheia de expectativa, ansiedade, esperança, realizações e cicatrizes ainda mal reconstituidas.
Mas eu quero querer, viver pro meu bem-querer, não penso em raciocinar, isso me cansa, as coisas são mais simples, VOCÊ complica demais meu bem me quer, o meu desejo é só amar. Amar pra quê? O sentir quase me ENFARTA, as decepções são contínuas, não daria
tanto de mim, não receberia de quem quisesse doar. Há um coração ríspido, carente, ressentido, ténue, fingido. Enfartar pra que? Quero me FARTAR, me lambuzar, entrar feliz ao mar, cantar, dançar, sentir o sangue larejar, não te reconheço, cérebro não sabe amar.
Mas existe para pensar, em certas situações prevalecer, a carência não vai mais me desvairar, vou saber medir, andar, não vou largar mão do amor, mas vou saber me doar. A emoção não tem medidas, não cabe o certo e o errado, o que importa é sentir, viver, carência pra que?
Não existe o doar, só há espaço pra se dar, ou você não quer amar? Eu não saberia responder, me ausento de definições, querer não é poder, e nem tudo tem porque, deixe-me só, quem sabe um dia, um outro dia, ele me venha, chegue mansinho, aos poucos saiba se ensinuar, mas não agora, não há uma hora, mas nos meus dias
ainda existe muito pesar. E dessa forma, te reconheço na mistura uma explosão, me causa extrema confusão, és a razão, eu a emoção.
Eu queria, queria a sensação mais maluca e desvairada dessa história que não foi planejada, mas redimida ao pecado que por ventura pudesse vir a ser cometido, com perdão para as falências múltiplas do coração. Desenhei aonde queira imaginar a impressão mais sincera de alguém que se dar tão bem nas palavras, em seu poder dilacerante de ultrapasssar as diferenças, e de ser tão
e de ser tão semelhante á nossa maneira perplexa de persuadir. Não me vinha a cabeça que tudo pudesse ser tão vazia, e que meismo assim, pudesse ser tão vulnerável a tua maneira contagiante, envolvente, especial em ser e querer a sua maneira. E o inevitavel aconteceu. Não esperava que diante
de todo desafio, algo pudesse ser bem mais complicado. O desejo tão mais perturbado do que antes, sentia vontade de segura a sua mão e não soltar, deitar no seu colo e findar toda aquela sensação de frieza ou desdém. Me via perdida em outros beijos sem sentidos, por causas e consequeências, diante de tantas atitudes, o encanto esvaiu em um conta gotas
de vontades, sem querer jogar fora a imagem e o gosto mais esperado, que me envolvia, tão forte, quanto o seu olhar.
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